terça-feira, 6 de novembro de 2012

Bem vindo à realidade


Apreensão, solidão, falta de experiência em lidar com os conflitos de uma sala de aula. Sem orientação e uma formação inicial que prepare para a prática docente, os professores iniciantes sentem os impactos do "divórcio" entre a faculdade e a prática escolar. Um alerta para as escolas olharem melhor para esses profissionais, muitas vezes alçados à condição de "sobreviva ou desista"



Em seu primeiro dia como professora, Maria Fernanda teve de substituir o professor de química que tinha faltado. Especializada em português, ela não foi orientada sobre como fazer essa substituição e, à sua maneira, improvisou uma aula de química com o pouco que lembrava sobre a disciplina. O resultado, contra todas as expectativas, foi positivo. Sorte de principiante. 'Só depois da aula é que eu fiquei sabendo que não precisava dar a matéria do professor que faltou, mas sim sobre atualidades', conta a professora do ensino médio, dois anos após ter estreado na rede pública do Estado de São Paulo. Maria Fernanda, nome fictício da profissional da capital paulista, mal debutou na carreira e já está afastada por problemas de saúde. Uma depressão foi agravada após um bate-boca com uma aluna usuária de drogas. Prestes a voltar, Fernanda tem dúvidas se quer mesmo persistir na carreira. 'Eu fui bem recebida pela diretora e coordenadora, e o Estado, hoje, prepara bem o professor em relação ao conteúdo', explica. 'O problema são os alunos: mal-educados, desinteressados, mal preparados e agressivos.'


Charge: Cicero
Fonte: revistaeducacao.uol.com.br

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